Júlia reclama de memecoins (1)
A febre das memecoins está aí e talvez você as odeie mesmo sem saber o porquê. Este post almeja lhe dar motivos.
Em 2021, o brasileiro Glauber Contessoto realizou o sonho de muitas pessoas ao tornar-se o primeiro brasileiro milionário com Dogecoin. Não demorou muito para que o New York Times falasse com ele e perguntasse o que ele achava de tudo isso.
(Vocês podem ler tudo isso lá. Não vou perder tempo recapitulando).
À época, esta humilde escriba chamou a atenção para o fato de que o fotógrafo do jornal, talvez reconhecendo a merda que era aquele tema, publicou uma foto do editor de vídeos em seu banheiro na reportagem.
A história poderia terminar aí se não fosse um detalhe: poucos dias depois, Billy Markus, o criador da Dogecoin, talvez descendente de algum profeta brasileiro, alertou o mundo:
“Eu acho que, com o tempo, nós vamos comprar e vender coisas com memes”.
Sabe quem ouviu esse latido (pun intended)? Elon Musk, mas isso é uma história para outro dia.
Três anos depois a previsão de Markus se tornou realidade. Normalmente, quando isso acontece, é da forma mais irônica possível. E a fruta não caiu longe do pé.
Graças ao surgimento de vários serviços que eu não vou perder tempo explicando, criar e vender uma memecoin se tornou algo praticamente banal. E, graças ao anonimato das criptomoedas, fácil também se tornou o golpe mais velho do mundo, o famoso pump and dump.
Sério, o número de golpes é tão grande que, seguindo a velha máxima do homem morde cão, se tornou notícia uma memecoin ser legítima, e não o contrário.
Memes
Mas, querido leitor, por que nós (vocês, porque eu não me misturo) nos apaixonamos tanto por memes?
A psiquiatra, digo, marqueteira Francine Grando me explicou isso uma vez. Só que eu perdi isso e nunca publiquei. Uma hora recupero e trago aqui.
(Isso, meus queridos, se chama foreshadowing).
De qualquer forma, esse espaço a partir de agora recebe doações de leitores. A ideia é que, ao fazer isso, você receba conteúdos exclusivos. O plano é criar esse tipo de conteúdo no futuro, mas ele não está disponível agora.
Ou seja, não perca tempo dando dinheiro que você não vai receber nada em troca.
Ou dê, o dinheiro não é meu mesmo...

